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21-08-09

19-08-09

Permalink 09:16:00, by Nuno Pinheiro Email , 9 words   Portuguese (PT)
Categories: Clássica

Fotos e vias by Ferman, escaladores Baubau e Nuno.

10-08-09

Permalink 04:43:36, by Nuno Pinheiro Email , 56 words   Portuguese (PT)
Categories: Clássica

O mais recente patrocinado pela Redpoint, Miguel Catita, encadeou a via Cosi Fan Tuti, via de 52 metros no sector Piscineta em Rodellar.

Este foi o primeiro encadeamento após se terem partido duas presas importantes, antes a via estava cotada de 8c/+, será que agora é 8c+?




Fotos de Miguel Catita da via, escaladores Eillen e Alex.

20-05-09

Permalink 14:12:12, by Ricardo Alves Email , 873 words   Portuguese (PT)
Categories: Bloco

Situado nas montanhas do Anti-Atlas, 200km a Sul de Maraquesh, encontra-se o maciço vulcânico do Jebel Siroua, que vai até aos 3.305m de altitude. Este local, longe dos circuitos turísticos é caracterizado por imensos vales verdejantes e uma paisagem dominada por blocos de granito, ribeiros e aldeias feitas em pedra. Um contraste de cores impressionante que tornam este lugar tão especial e digno de uma visita.

Creio que o spot foi descoberto pelo Tony Lamiche em 2005 e antes de partir pouca informação tinha reunido sobre o lugar. Apenas sabia que ficava na região do Siroua, a cerca de 2300m de altitude e que era preciso levar tudo para cima em regime de autonomia.

E assim foi, partimos à descoberta…

Uma estrada de terra sinuosa e esburacada leva-nos ao coração do Siroua, passando pelas belas vilas de Tachakoucht e Tizi Zouggakht, até chegar a Amassine, o primeiro spot de bloco. Amassine é uma aldeia sazonal, só utilizada no Verão quando os pastores fogem ao calor das cotas mais baixas. Aqui brotam inúmeros blocos que mais parecem meteoritos negros caídos do céu. A rocha tem uma qualidade média/boa, a grande maioria dos blocos são altos e as presas fazem lembrar o granito de Buttermilks.

Continuando na estrada, uns quilómetros à frente, entra-se num imenso vale multicolorido, o sector do Vallon (como fora baptizado pelo Lamiche), que está salpicado por blocos isolados com uma qualidade impressionante. Com uma tonalidade alaranjada, os blocos são ao puro género de Hueco Tanks, atléticos, extraprumados e soberbos! A excelente qualidade da rocha permitia provar qualquer linha virgem sem grandes necessidades de limpeza prévia ou receio de voar com a presa na mão. Era puro desfrute, num género de escala à vista! Vimos também algumas possibilidades para a abertura de vias, nas paredes do maciço de onde se soltaram os blocos.

Seguindo mais um ou dois quilómetros pelo vale, em direcção à aldeia de Aziwane, mergulhamos num impressionante caos granítico de cor avermelhada que se ergue sobre um vale verdejante. Aqui, as possibilidades para abertura de blocos são enormes, com ambas as encostas do vale minadas de blocos de todas as formas e feitios. A qualidade da rocha era novamente média/boa e um tipo de escalada mais regleteira. Sem dúvida um local idílico, para voltar a visitar numa próxima viagem a Marrocos, que sempre nos surpreende pela positiva!

Alto-Atlas completamente branco, depois de ter caído o maior nevão dos últimos 70 anos em Marrocos, uma semana antes de partirmos. O estado das estradas e acessibilidade às montanhas era uma incógnita!
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Aldeia pitoresca de Tachakoucht, onde termina a estrada de asfalto e começa o todo terreno.
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A aldeia ‘’fantasma’’ de Amassine e seu entorno multicolorido.
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Mais uma vista da aldeia, sob um céu azul imaculado.
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Rita junto a um possível projecto, com os picos nevados em pano de fundo.
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Uma fissura engraçada que limpei.
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Um bom Highball regletero, que deu algum trabalho a sacar.
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Linhas crimpy a fazer lembrar Buttermilks.
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Outra linha curiosa que aguardava encadeamentos.
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Rita a desfrutar numa placa, com um entorno magnífico. Muita coisa para abrir nesta encosta…
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Anoitecer no Vallon e o hotel móvel de 5 estrelas.
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Rita a apertar num bloco mesmo ao lado da estrada.
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Bloco cheio de huecos a fazer muito lembrar Hueco Tanks.
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Excelente bloco mesmo ao lado da estrada, com um 1º passo duro e o resto mantido.
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Linha super curiosa à esquerda, mas com um passo inumano no final.
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Bloco fácil para aquecer, cheio de plataformas.
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Rita numa linha regletera com muita qualidade. À direita deu mais um bloco fantástico e duro!
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Subindo a encosta, mais um punhado de blocos soltos com umas excelentes placas. Em cima pode ver-se as paredes com bom potencial para vias.
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Eu a sacar um belo bloco de reglets self-service!
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Logo à direita na parte mais extraprumada deu este impressionante bloco. 1º passo muito duro, seguindo de movimento dinâmicos à rocodromo. Pareceu-me ser possível um começo sendado…
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Chegada ao caos granítico de Aziwane. Uma palete de cores difícil de descrever. Um local ‘’amazing’’’…
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Um dos melhores blocos que provei na viagem! Com várias linhas abertas pelo lamiche.
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Vista do sector, com a Rita a aquecer numa placa. Atrás o caos de agulhas de rocha, algumas com 15 metros de altura e potencial para equipar vias.
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Aspecto do vale verdejante com dezenas de linhas de água a atravessa-lo. É boa ideia levar umas sandálias para as aproximações aos blocos.
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Um dos blocos abertos na encosta, onde a qualidade da rocha era substancialmente melhor.
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Outra linha fixe que abrimos.
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E mais outra…
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Marrocos ou USA, alguns devaneios artísticos que encontrámos no caminho de regresso.
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Jogo de futebol com 3 balizas, perto de Ouarzazate (conhecem alguma cidade com tantas vogas seguidas?).
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Uma criança a brincar nas coloridas ruas de Essaouira (eu conheço esta…)
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Pormenor de uma porta de Essaouira, que rivaliza com Albarracin no tempo que se consegue perder a fotografar portas!
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Um lobo do mar na sua pausa do cigarro…

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Mais fotografias no site de Ricardo Alves e Rita Silva.

08-05-09

Permalink 11:34:28, by Nuno Pinheiro Email , 430 words   Portuguese (PT)
Categories: Clássica, Desportiva


No meio das montanhas do Atlas em Marrocos encontra-se uma pequena aldeia isolada, o Taghia. Esta palavra quer dizer “garganta” ou “estrangulamento” e compreendemos a razão deste nome quando olhamos os grandes monólitos de calcário que se erguem em redor da aldeia e as estreitas gargantas que os separam. As casas, feitas de pedra e argila, confundem-se com a paisagem. No entanto, contrastando com estas tonalidades de castanho, estendem-se os campos cultivados ao pé dos rios de um verde muito vivo.


Para chegar a esta aldeia é necessário percorrer cerca de 90 km em estradas de terra e outros 10 km a pé. Apesar deste isolamento vêem-se alguns sinais de desenvolvimento, como antenas parabólicas ou painéis solares, mas não há estradas, nem rede de telemóvel, nem saneamento básico ou iluminação pública.

No Taghia vivem aproximadamente 400 pessoas, principalmente à base da pastorícia, da agricultura e do turismo (escaladores e caminheiros). A maioria dos habitantes são pastores que de Inverno partem com o gado em transumância (migração sazonal em busca de pastagens) ficando nessa altura a aldeia quase deserta.


A aldeia situa-se a 1900 m de altitude e alguns picos em volta ultrapassam os 3000 m. Mas o que importa ao escalador é que as paredes chegam aos 800 m. Apesar de muito remota esta zona foi descoberta pelos escaladores já há mais de 30 anos. O potencial para escalar é gigantesco. A rocha é calcário muito sólido e aderente (por vezes demasiado), com tons acastanhados e laranjas. Predomina a escalada técnica de placa, com gotas de água e regletes. A maioria das vias são de largos, entre 200 e 800 metros e estão equipadas, embora por vezes façam falta uns friends para os largos mais fáceis. Também existem vias clássicas e alguns pequenos sectores de vias só de um largo. No total há mais de 200 vias mas existe ainda muito por explorar, como infinitas placas verticais, covas e extraprumos completamente virgens.



Fotos Miguel Loureiro


A melhor época é a Primavera e o Outono. No Verão, apesar do calor é possível escalar pois existem várias paredes orientadas a Norte. No inverno o frio é intenso e todo o vale fica coberto de neve.



Alguns artigos sobre o Taghia:

http://www.climbing.com/exclusive/features/sand_blasted/index.html
http://www.planetmountain.com/English/News/shownews.lasso?l=2&keyid=34836
http://www.alpinist.com/doc/ALP06/climbing-notes-bruzy
http://www.planetfear.com/articles/Taghia_HiJinks_in_the_High_Atlas_1_682.html
http://www.planetfear.com/articles/Taghia_HiJinks_in_the_High_Atlas_2_692.html

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